Dicas de Flores
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Xirimbeira
Nome Popular: xirimbeira, Fios-de-ovos, anó-peipa, awó-pupa, aletria, aletria-de-pau, cipó-de-chumbo, cipo-chumbo
Nome Científico: Cuscuta SP
Família: Convolvulaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: Cosmopolita
Ciclo de Vida: Perene
Cuscuta é um gênero de cerca de 150 espécies de plantas parasitas, comumente chamadas de fios-de-ovos. Elas são plantas trepadeiras volúveis, com caule herbáceo, filiforme, muito ramificado e delicado, desprovido de clorofila e, de acordo com a espécie, pode ser de coloração amarela, rósea, creme, vermelha ou laranja. Suas folhas são reduzidas a pequenas escamas e são imperceptíveis. As inflorescências surgem no verão, em rácemos, panículas ou cimeiras, e apresentam flores cerosas, pequenas, que podem ser róseas, brancas ou creme. Os fios-de-ovos produzem milhares de diminutas sementes, que podem permanecer viáveis por até 15 anos no ambiente.
Logo que germinam, as plântulas são verdes e possuem raízes, permanecendo vivas por até 10 dias sem depender de uma hospedeira. Assim que encontra sua vítima, a pequena muda se enrosca e emite haustórios, órgãos de sucção e fixação que penetram no tecido da planta afetada roubando-lhe a seiva elaborada. As raízes originais morrem então, pois não são mais necessárias. Seu crescimento é veloz e algumas espécies podem crescer cerca de 7 cm por dia.
Diversas espécies de plantas, desde ervas a arbustos e até mesmo árvores, podem ser acometidas por fios-de-ovos. A velocidade do seu crescimento depende da espécie de Cuscuta, do hospedeiro e de condições ambientais. Eles se disseminam facilmente por sementes que são carregadas principalmente por pessoas e aves e por segmentos de caules que são levados pelas aves para a confecção de ninhos. Em geral, os fios-de-ovos preferem condições de sol pleno.
Além de parasitar outras plantas, enfraquecendo-as e sufocando-as, os fios-de-ovos são capazes de transmitir doenças virais de uma planta a outra. Estes parasitas são problemáticos em cultivos agrícolas, reservas, e em jardins urbanos. Sérios danos são reportados em culturas de alfafa, linho, petúnias, crisântemos, trevos, dálias, coroas-de-cristo, quaresmeiras, camélias, tomilhos, laranjeiras, heras, batatas, entre outras. Muitos países têm rígidas leis para a entrada de sementes que possam estar contaminadas com fios-de-ovos.
Não há nenhum herbicida específico para acabar com este parasita. As medidas de controle incluem arrancar manualmente toda a praga e queimar os restos infestados, preferencialmente antes da floração e frutificação. Se você estiver disposto a sacrificar a planta hospedeira para conter o espalhamento dos fios-de-ovos, herbicidas pré-emergentes, como Dacthal, combinados com a aplicação de 2,4-D, irão matar tanto a hospedeira como a parasita.
02/08/10 : 20:40

Ximbiuva
Nome Científico: Enterolobium contortisiliquum
Nome Popular: ximbiuva, orelha-de-macaco, orelha-de-negro, tambori, timbíba, timbaúba,
Sinonímia: Mimosa contortissiliqua, Enterolobium tibouva
Família: Fabaceae
Divisão: Angiospermae
Origem: América do Sul
Ciclo de Vida: Perene
O tamboril é uma árvore decídua e frondosa, que alcança de 20 a 35 metros de altura e de 80 a 160 de diâmetro de tronco. Suas folhas são alternas, bipinadas (recompostas), com 3 a 7 pares de pequenos folíolos oblongos. Apresenta copa ampla, com ramificação cimosa e raízes longas e calibrosas. As inflorescências surgem na primavera e são do tipo capítulo, globosas, com cerca de 10 a 20 flores brancas. Os frutos que se seguem são vagens, recurvadas e semilenhosas, em formato de rim ou de orelha, o que rendeu a esta espécie diversos nomes populares. Eles surgem verdes e se tornam pretos em junho e julho, quando amadurecem. Cada fruto pode conter de 2 a 12 sementes, brilhantes e de cor marrom.
O tamboril ocorre naturalmente em florestas pluviais e semidecíduas do norte ao sul do Brasil. É uma árvore que fornece boa sombra na primavera e verão e perde suas folhas no inverno, deixando a luz do sol passar. Desta forma ela é bastante apropriada para arborização de regiões com estações bem marcadas. É uma espécie pioneira, de rápido crescimento inicial e muito rústica, apropriada para áreas de reflorestamento. Sua madeira é leve, macia, pouco resistente e utilizada para o fabrico de canoas, caixotaria em geral, brinquedos, compensados, etc. As saponinas encontradas nos frutos e na casca são aproveitadas para produção de sabões. Estas saponinas dos frutos também são responsáveis por intoxicações em herbívoros, que ocorrem geralmente durante a escassez de alimentos.
Deve ser cultivada sob pleno sol, em solo fértil, preferencialmente úmido e irrigado no primeiro ano de implantação. Multiplica-se por sementes. Após a quebra da dormência com desponte, escarificação, ácido sulfúrico ou água, as sementes germinam em 10 a 20 dias. Elas devem ser semeadas em saquinhos preparados com solo adubado. Após 4 meses em viveiro, sob meia-sombra as mudas já podem ser plantadas no local definitivo.
02/08/10 : 20:39

Xaxim
Nome Popular: Xaxim, samambaiaçu, samambaiaçu-imperial, feto-arborescente
Família: Dicksoniaceae
Divisão: Pteridophyta
Origem: Brasil
Ciclo de Vida: Perene
Nome Científico: Dicksonia sellowiana
Sinonímia: Dicksonia gigantea, Balantium karstenianum, Dicksonia lobulata, Dicksonia karsteniana
O xaxim ou samambaiaçu é uma planta de tronco fibroso e espesso, suas folhas são bastante grandes e surgem no topo do tronco, diferentemente das outras samambaias. É resistente ao frio e apresenta crescimento muito lento, no entanto, é uma planta grande, chegando a 4 metros de altura. Devido ao seu diferencial, sua utilização no paisagismo é muito interessante. Além de sua beleza singular, serve de suporte e substrato para as mais diversas plantas epífitas, como orquídeas, bromélias e outras samambaias.
No jardim, deve ser cultivado sempre à meia sombra ou sombra, gosta de terrenos baixos com solo rico em matéria orgânica, mantido úmido. Devido ao risco de sua extinção, deve ser utilizada racionalmente e suas mudas devem sempre ser originárias de plantas cultivadas e não das extraídas do ambiente natural. Aprecia o clima ameno. Multiplica-se por esporos e através da separação dos brotos com um parte do caule.
02/08/10 : 20:37

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